segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Medal of Honor: Heroes 2

Enquanto as plataformas concorrentes já se aventuram em FPS de guerra mais a fundo com Call of Duty 4: Modern Warfare e vários outros, os fãs do gênero donos de um Wii só tiveram uma grande opção desde o lançamento do console: Metroid Prime 3: Corruption. Eis que chega a EA Canada e resolve inverter esse quadro: muito provavelmente lendo todas as análises do jogo de tiro da Nintendo e desenvolvendo seus acertos em cima dos erros deste, o time de produção do jogo percebeu que, para o Wii, não basta fazer uma versão reduzida dos jogos de Xbox 360 e PlayStation 3. Deve-se criar algo novo.

Ao invés de combates frenéticos em arenas gigantescas contra legiões inteiras de um exército, em Heroes 2 a maior parte dos combates para um jogador é baseada na estratégia: em alguns estágios, por exemplo, você comanda um esquadrão de cinco soldados contra outros cinco inimigos. E não pense que sair atirando e correndo que nem um doido vai te levar a algum lugar: a dificuldade do jogo é bastante elevada, e até o nível "Fácil" de jogo pode ser complicado em alguns momentos. Voltando à física dos combates, é notável que, mesmo alguns cenários envolvendo controle de esquadrão ainda existindo, a maioria dos estágios coloca você no papel de "homem contra o mundo", bem no estilo 007 Goldeneye. Também existem alguns poucos cenários mais intensos nos moldes clássicos e alguns outros envolvendo mecânicas simples de "stealth", semelhante às de Splinter Cell e Metal Gear Solid. Por fim, ainda há um modo no qual você só deve atirar e realizar certos objetivos enquanto o jogo movimenta o seu personagem por você, no maior estilo The Umbrella Chronicles.



Além de não tentar abusar dos cavalos do Wii com um jogo além de suas capacidades, algumas medidas que tornaram possíveis o jogo rodar no PSP foram herdadas para a versão do console da Nintendo. Os corpos desaparecem após alguns segundos, ou seja, um sprite inútil a menos por morte; os cenários costumam ser menores, e, mesmo com bastante detalhes, rodam fluentemente; e muito mais. Se você gosta de quase impecáveis 60 frames por segundo em um jogo de guerra, Heroes 2 será a sua estréia no gênero no Wii.

A parte gráfica? Ok. Mas e a jogabilidade? Afinal, de que adianta o jogo fluir bem se os controles são uma porcaria? Bem, fique contente, pois este não é o caso. Deixando para trás até mesmo o aclamado Prime 3, o sistema de controles de Heroes 2 é, até o momento, o melhor do gênero para o Wii. Você pode customizar de tudo: sensibilidade do pointer, a localização dos controles por botões, controles por movimentos, a velocidade da câmera, e até mesmo a "dead zone" da tela. No fim, tudo fica de um jeito tão moldado às suas preferências que parece que você está jogando um título de FPS no PC. Ah, e acima de tudo, o jogo ainda tem o botão de virada automática 180º que pedimos na análise da última aventura da Samus. Sair distribuindo headshots com o Wii Remote finalmente se tornou divertido e intuitivo.



Se não bastasse tudo isso citado acima incluso no modo para um jogador, o título ainda quebra o recorde da Nintendo Wi-Fi Connection e permite que você interaja em partidas multiplayer para até 32 jogadores simultâneos. E tudo isso com toda a leveza do modo para um jogador. Dentre as modalidades possíveis estão os clássicos Deathmatch e Team Deathmatch, além de um simples "capture a bandeira". Você ainda pode se comunicar por um faltoso sistema de mensagens pré-programadas (estilo "Attack!", "I need help!", "Retreat!", e por aí vai), que faz com que o personagem pare na tela, de forma que, ao pedir ajuda a alguém, você muito provavelmente já estará morto ao enviar a mensagem. Por fim, existe a opção de votar em qual mapa será disputada a próxima partida, ou se um jogador chato deve ser chutado da sala.

Medal of Honor: Heroes 2 promete. Já bem analisado nas impressões iniciais da mídia internacional, o jogo deverá ser um must-buy para todos os que gostam do gênero e possuem um Wii.

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